sexta-feira, 20 de novembro de 2009

To chegandoo!!!

Compareçam!!

Na Praça Vig. João G de Lima (Praça do Samba)
Sábado dia 21/11
ás 11hs da manhã!


*Em caso de chuva não haverá espetaculo.

É PONTO DE CULTURAA!!!!!


O salão nobre da Secretaria de Cultura de São Paulo estava lotado. As pessoas enchiam todos os cantos do espaço para ouvir o anúncio dos 300 Pontos de Cultura do Estado, na última segunda-feira (16/11). Depois de alguns discursos, veio a ansiedade por ouvir o nosso nome em alto e bom som. A apreensão era tão grande que tremer era inevitável e roer as unhas então, nem se fala. Mas dessa vez não houve engano: o CEPODH e a Comunidade Cultural Quilombaque conquistaram o Ponto de Cultura, com muita comemoração e direito à lágrimas, gritos de euforia e largos sorrisos.

Parabéns a todos que se envolveram no processo de construção deste projeto. Parabéns a todos que estão sempre conosco e compartilham o ideal de mudar o mundo por meio da arte, da cultura e da educação. Perus e região nunca mais serão os mesmos. A palavra REVOLUÇÃO aparece muitas vezes por aqui, mas não há como não perguntar sempre: quer armas melhores do que estas que temos em mãos?

A conquista é mais do que merecida, e não é só nossa. É de todo um bairro, de toda a região noroeste e municípios vizinhos. É de pessoas comprometidas com a transformação de um lugar, de vidas, de pontos de vista. Nossas ideias estão em ebulição, comemorando entusiasticamente a certeza da mudança e da vitória. Viva o Centro Cultural Quilombaque! Viva a todos nós, guerreiros, resistentes, que não deixam os obstáculos ser maiores do que os queremos! Hasta la victoria siempre!

Para conferir a lista dos 300 Pontos de Cultura selecionados, clique aqui. Abaixo segue um poema emocionado de Nado Itaguary, integrante do grupo Amigos da Sandice e presidente do CEPODH:

Um ponto que marcará um ponto,
Um ponto de cultura na gente,
Um ponto de expressão diversificado,
Um ponto de afirmação, antes uma interrogação,
Um ponto de tu e de todos,
Um ponto comum, de comunidade,
Um ponto negro, de raça, de graça, de alegria,
Um ponto que cê pode participar,
Um ponto de encontro, de café, de idéias, de práticas,
Um ponto de paz, de aconchego, de luz,
Um ponto de vai e vem, perto da estação de trem de Perus,
Um ponto de mudanças, de reencontros com nossas raízes culturais,
Um ponto de manifestação do não ser, dos sem nada, dos daqui antes da ponte da marginal,
Um ponto no corpo livre, livre de toda a exploração do capital e da alienação da "indústria cultural",
Um ponto perto de nós, um ponto pra nós, um ponto do Estado de São Paulo, um ponto do Brasil,
Um ponto que vale mais que um quilo, vale um Quilombo, uma Quilombaque, uma resistência, um sonho, uma luta, uma rebeldia,
Um ponto, não um ponto qualquer, um ponto de questionamentos, de perguntas, de criticidade, de democracia, de partilha, de experiências, de solidariedade, de VIDA.

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AGORA QUERO VER SEGURAR!!

A Revolta...


Neste sábado (14/11), a partir das 14h, o grupo Pandora de Teatro apresentou a indispensável peça "A Revolta dos Perus" na praça que fica na entrada do Recanto dos Humildes e Jd. da Conquista, em Perus. A encenação de quase uma hora conta a história do bairro, passando pela emblemática história da Fábrica de Cimento e todos os seus desdobramentos, como a greve realizada pelos trabalhadores que ficaram conhecidos como queixadas. Durante a peça, muitas crianças interagiam com o grupo e faziam suas próprias reflexões sobre os temas apresentados. Os olhares eram os mais atentos possíveis, mesclando estranheza e encantamento com aquela manifestação cultural.

Ao fim do espetáculo, um dos integrantes perguntou ao público - que também era formado por jovens, adultos e um bêbado, personagem que nunca falta no teatro de rua - se existiam muitas peças (ou shows, como uma das crianças definiu a encenação) por ali. A resposta das vozes infantis foi um coro de "não" e a réplica foi a seguinte: "Então podem se acostumar, voltaremos com muito teatro pra vocês". Aplausos. O trabalho do Grupo Pandora é um dos braços vigorosos de todo o movimento social e cultural que ferve nas veias de muitos que vivem neste cantinho da periferia paulistana chamado Perus.

A liberdade é meu lugar

"Nesta cidade chegamos, de chocalho e acordeon, pro menino, pro soldado, pro rapaz, pro jornaleiro, pro solteiro, pro casado e pra quem não é perfeito. Nesta cidade chegamos, e não tem volta mais não, que é pra quem quiser ouvir, que é pra quem ouvir sonhar, que aqui nesse país, a liberdade é meu lugar". Esse é a canção que abre e fecha o espetáculo A Revolta dos Perus, essencial para todos aqueles que queiram conhecer um pouco mais a história de um bairro e da resistência de um povo.


[Texto: Silvio Luz, integrante da Comunidade Cultural Quilombaque]

sábado, 7 de novembro de 2009

Revolta na Praça!!!


'A Revolta dos Perus'
Dias, 07 e 08, sábado e domingo!
ás 14 horas.
Na Praça Inácio Dias ao lado da estação Perus de trem.


"Do ritmo do samba ao silêncio da ditadura"





*Em Caso de Chuva não havera espetaculo.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Satyrianas


SATYRIANAS 2009 traz 78h de teatro, música, cinema e artes plásticas


Comemorando 20 anos de história, a Cia. de Teatro Os Satyros, da Cooperativa Paulista de Teatro, realiza a 10ª edição da “Satyrianas – Uma Saudação à Primavera” nos dias 30 e 31 de outubro, e 01 e 02 de novembro. Reconhecida na cidade e, a partir deste ano, incluída no Calendário Oficial do Estado de São Paulo, a festa de teatro tem duração de 78 horas ininterruptas, e acontece na região da Praça Roosevelt e outras regiões da cidade, com o apoio do Departamento de Expansão Cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Município de São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Sobre a Satyrianas

O evento começou em 1991, quando Ivam Cabral e Fauze El Kadre começaram a passar trote por telefone para uma lista de nomes de artistas. Uma das vítimas foi a cantora Vanusa, que caiu no conto e topou participar do falso evento. A partir de então, Ivam e Fauze decidem levar a história a sério, e já na primeira edição da Satyrianas, o evento teve a participação de Antonio Fagundes, Débora Bloch, Diogo Vilela, Aguillar, Nelson de Sá, Moacyr Góes, Celso Nunes, Eliane Robert Moraes e Dib Carneiro Neto, entre outros, em uma jornada de 24 horas.

Desde então, participaram da Satyrianas as seguintes personalidades das artes cênicas, música, literatura e cinema: Paulo Autran, Adriane Galisteu, Antônio Fagundes, Raul Cortez, Bárbara Paz, Maria Adelaide Amaral, Gianfrancesco Guarnieri, Carmelinda Guimarães, Guilherme Weber, Lauro César Muniz, Mariana Ximenes, Thiago Fragoso, Barbara Bruno, Petrônio Gontijo, Rubens Edwald Filho, Gero Camilo, entre outros.

Em 2007, Os Satyros foram agraciados com o Prêmio Especial da Crítica da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) pela realização da Satyrianas. Já na edição do ano passado, passaram pela Praça Roosevelt 30.000 pessoas, durante as 78 horas do evento, que conferiram 302 atividades apresentadas.

mais informações no site:
http://satyros.uol.com.br/noticia.asp?id_destaque=1